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Tarifaço dos EUA atinge produtos brasileiros e inicialmente inclui a cadeia do café

Categoria: Mercado, Você sabia?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente uma sobretaxa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, medida que já provoca forte repercussão no comércio internacional. A decisão foi justificada pelo governo norte-americano como resposta a supostas práticas comerciais desleais e também como um gesto político diante de críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro Quase 700 produtos ficaram de fora da nova tarifa, o que representa cerca de 45% do total exportado pelo Brasil aos EUA.

Entre os itens poupados estão o suco de laranja e seus subprodutos, celulose, fertilizantes, aviões, petróleo, metais e eletrônicos. A exclusão desses produtos ajudou a amenizar parte do impacto, mas ainda assim a medida afeta diretamente importantes setores do agronegócio brasileiro. Economistas apontam que o tarifaço pode encarecer o custo de itens comuns no café da manhã americano, como café, carne e suco de laranja, pressionando também o bolso dos consumidores nos EUA. No Brasil, estimativas indicam que o impacto no PIB pode chegar a uma queda de 1,2% caso as tarifas se mantenham no longo prazo. Entre os produtos mais afetados está o café brasileiro, que não foi incluído na lista de isenções.

 

Os Estados Unidos importam quase um terço do café que consomem do Brasil, algo em torno de oito milhões de sacas por ano. Como alternativa, exportadores buscam redirecionar parte das vendas para mercados como China e União Europeia ou até utilizar países intermediários, como México e Panamá, para chegar ao consumidor americano com menor impacto tarifário. No setor cafeeiro e na cadeia da carne, a esperança é que futuras negociações possam resultar em isenções parciais ou totais, minimizando as perdas.

Para os exportadores e clientes da Leme Armazéns, não se vê um impacto no curto prazo devido as cláusulas existentes nos contratos de venda, assim como acreditam que o governo americano não deve estender a tarifa muito adiante, pois são dependentes do volume de café exportado pelo Brasil, assim como o nosso produto serve de base de preço no país.