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Educação Financeira x Crédito do Trabalhador

Categoria: Você sabia?

O crédito do trabalhador pode ser uma ferramenta útil em momentos de emergência, mas também traz riscos se não houver uma boa organização financeira. Quando não se planeja adequadamente, é fácil cair em armadilhas como os juros altos ou dívidas que comprometem a saúde financeira. Por isso, é essencial ter um controle dos gastos, entender suas receitas e despesas mensais e criar uma reserva de emergência para imprevistos.

Ter educação financeira é a chave para evitar cair em dívidas e para tomar decisões mais conscientes sobre o uso do crédito. Saber como planejar o orçamento, evitar o impulso de compras e priorizar o pagamento de dívidas já existentes pode ajudar a manter a estabilidade financeira e evitar que a pessoa dependa do crédito para resolver seus problemas financeiros. Dessa forma, se organizando financeiramente, é possível alcançar mais segurança e bem-estar, sem o peso de comprometer grande parte da renda com empréstimos e parcelamentos.

O que é o Crédito do Trabalhador?

É um programa que facilita o acesso ao crédito para empregados do setor privado, permitindo que trabalhadores celetistas, domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores não empregados com direito ao FGTS solicitem crédito junto às instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como acessar o Crédito do Trabalhador?

Por meio do app da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o trabalhador tem a opção de requerer proposta de crédito, autorizando as instituições financeiras habilitadas pelo MTE a acessarem seus dados (nome, CPF, salário recebido e tempo de empresa).

Qual é margem consignável para o empréstimo?

O trabalhador poderá usar até 35% do salário para pagar as prestações do empréstimo.

Como serão cobradas as parcelas?

O empréstimo será descontado em folha de pagamento e informado para o empregador no e-Social.

Em caso de demissão do trabalhador, como será feito o pagamento das parcelas devidas?

As garantias serão usadas para quitar a dívida, ou seja o saldo do FGTS. Caso fique algum saldo ainda do empréstimo, poderá seguir pagando com recursos próprios, renegociar com o banco ou ainda esse valor será cobrado no próximo vínculo de emprego do trabalhador.

E se eu pedir demissão, o que acontece com minha dívida?

A dívida se mantém mesmo se o trabalhador pedir demissão. Nesse caso, o trabalhador não poderá usar o FGTS para pagar a dívida.

O trabalhador pode desistir do empréstimo?

Sim, pode, mas ele terá um prazo de sete dias corridos, a partir do recebimento do crédito, para devolver o valor integral à instituição financeira.

O trabalhador que está negativado por uma dívida, pode simular um pedido de empréstimo?

Pode, mas o banco vai fazer uma análise de risco. Afinal, são as instituições financeiras que dispõe dos recursos para emprestar e assume o risco. Por isso, elas decidem sobre a liberação ou não de crédito. Não é o governo.